Opinião

Requiem pelo fim da NATO

Trump, no dia que chegou a Ankara, disse logo ao que vinha e não era uma postura de aliado, era uma postura beligerante na NATO.

Começou por voltar a dizer que queria a Gronelândia para controlo dos EUA, e por dizer que a guerra no Irão tinha sido um teste aos aliados, que não entraram no conflito, sendo por isso dispensáveis, pelo que estava a pensar retirar todos os militares americanos da Europa, e ainda ameaçou a Espanha de que cessaria todos os acordos comerciais com o país porque o país era uma desgraça.

Trump ainda aproveitou para falar que a França, a Itália e a Alemanha tiveram atitudes que lhe não agradaram durante o conflito com o Irão.

A Cimeira ainda não terminou, mas está a ser um grande fiasco.

Que caminhos trilhar para o futuro da Defesa da Europa agora que o maior aliado deixou de o ser e passou a ser um inimigo da Europa declaradamente?

Só vejo uma alternativa: a Europa tem de se independentizar dos EUA, e já não só se autonomizar.

As estruturas e capacidades da NATO pagas por todos têm de passar para controlo dos outros países aliados. Nesta nova organização devemos contar com o Canadá, a Turquia, o Reino Unido, o que poderá passar, a breve prazo, numa integração plena desses países na UE.

Nuno Pereira da Silva

Coronel na Reforma

Acerca do autor

Nuno Pereira da Silva

Coronel de Infantaria na Reserva

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