ARTIGO DE FUNDO TROCADO
Alguém dirá que não é admissível, e tem razão, mas por vezes a correria do fecho de um jornal pode muito bem dar azo a estas coisas. O artigo de fundo que saiu hoje no jornal em distribuição está trocado, mea culpa, mea culpa. Mas aqui fica a reposição da verdade com os meus pedidos de desculpa à familia da visada.
Haveria tanto para falar sobre o que já foi e sobre o que será, sobre o que aconteceu e o que acontecerá mas, hoje quero só prestar homenagem a uma pessoa boa que nos deixou, a Enfermeira Dalila, nossa, minha Enfermeira de Família. Conheci a Enfermeira Dalila, não pelas melhores razões digamos, pois só travamos conhecimento com médicos e enfermeiros quando deles necessitamos. A enfermeira Dalila era a amabilidade em pessoa, sempre de sorriso franco estampado no rosto, sempre disponível para aturar as nossas queixas e nos dar ânimo nos momentos mais frágeis. Recordo a ternura e o carinho que dedicou à minha mãe quando após uma queda esta necessitou de tratamento e curativos na brecha de 18 pontos com que ficou na cabeça. Recordo a maneira como a travava quando chegava “então como está hoje a minha “velhotinha”?, Vamos mas é ver se fica bem que eu não posso passar a vida a tratar só e si.” E soltava aquela gargalhada. E quando esta ficou acamada e era necessário trocar o acesso do soro, ou outra coisa qualquer lá vinha ela de sorriso em punho, e bisbilhotava-lhe o corpo todo para ver se haveria alguma escara e dizia “boa, está muito bem continue a trata-la assim que eu não quero a minha “velhotinha” com mais mazelas do que as que tem”. E nas minhas consultas dos diabetes quando as coisas não estavam correndo como seria de esperar, por descuido ou desleixo meu, lá me lia o responso mas sempre de sorriso nos lábios, e dizia “olhe que eu estou a rir mas o caso é sério, tem que ter cuidado e juízo. Nem quando a maldita doença lhe bateu à porta ela perdeu o sorriso que era seu cartão de visita.
Adeus Enfermeira Dalila, que os anjos a guardem com a ternura que sempre dedicou a todos os seus doentes e a todos quantos consigo privaram.
Isabel Campos de Oliveira












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