O rei Carlos fez um bom discurso no Capitólio bem como no jantar de gala na Casa Branca.
Os discursos foram bons porque disseram tudo o que a generalidade dos países europeus sentem na sua filosofia de vida atual, como a necessidade de cuidar do planeta, em oposição ao baby drill. Disse-o de uma forma simples, mas disse com todas as letras.
Para além desse assunto falou da NATO, da necessidade de preservação do elo transatlântico, em oposição à narrativa de Trump, falou muito de história para salientar a ligação especial entre as duas nações, mas realçando a necessidade de checks and balances para limitar o poder do Suserano.
Tudo o que disse se fosse dito por outra pessoa teria feito Trump vociferar e ter as atitudes do costume, afrontando o seu convidado e humilhando-o. O rei foi a exceção e, ao contrário, Trump venera-o, como qualquer novo rico que gostaria de ascender à aristocracia. Talvez se os britânicos lhe dessem o título de marquês conseguisse tudo dele, porque como qualquer parolo ficaria orgulhosíssimo.
O que Carlos disse, com alguma bonomia e alguma graça, o que amenizou o que disse, de uma forma muito interessante, muito em especial no jantar na Casa Branca, onde numa piada referiu que a língua comum só existia porque os alemães não conquistaram a Europa, graças aos americanos; caso contrário os britânicos falariam inglês.
Carlos está a ser o exemplo do valor do Soft Power e do profissionalismo da diplomacia britânica e do seu trunfo real.
Nuno Pereira da Silva
Coronel na reforma












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