A guerra na Ucrânia está a seguir os padrões doutrinários, ou seja, os drones que desenvolveram dão-lhe capacidade de atacar em profundidade e bater alvos logísticos, quer militares quer civis, com grande eficácia, sem grandes danos colaterais.
Esta forma de atuar é semelhante ao que a Rússia há anos faz, mas a que resposta não tinha.
Relativamente à frente da guerra, que é muito extensa, a Rússia está fragilizada a sul, mas a norte e a leste tenta as grandes cidades conquistar, nomeadamente Pokrovsk, que ainda não caiu, e agora Sloviansk, onde está a seguir o mesmo método de Pokrovsk; vai infiltrando pequenas unidades, ou mesmo homem a homem, que dentro da cidade a tentam conquistar.
A conquista das cidades passou a ser o equivalente, na Idade Média, à tomada de castelos, só que os castelos normalmente eram pontos importantes, dominantes, que tinham de ser controlados. As cidades, pelo contrário, são obstáculos ao avanço dos mecanizados, o que é um paradoxo, em meu entender.
Nuno Pereira da Silva
Coronel na Reforma












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