Geral

Urgência de paz num mundo mais perigoso

O mundo actual é caracterizado pela perigosidade e pela incerteza. Esta é uma das conclusões do encontro ” A Urgência da Paz – Poderes e Diplomacia”, promovido pelo Instituto de Cultura Europeia e Atlântica (ICEA) tendo como oradores Luís Filipe Castro Mendes, embaixador e ex-Ministro, e Nuno Severiano Teixeira, conselheiro de Estado, professor, também antigo ministro de duas pastas, uma dela a da Defesa.

Com uma audiência numerosa e interventiva, momentos de poesia e os contributos de especialistas experientes, a reflexão sobre a urgência da paz decorreu essencialmente com o enunciar das condições extremamente difíceis do presente , tanto ao nível da diplomacia como dos poderes.

A incapacidade negocial da Europa, que só agora pensa numa defesa própria e corre o risco de populismos internos; a imprevisibilidade da ordem internacional (onde impera agora a força e se ignora a lei, as regras, os princípios e valores ocidentais que se julgavam garantidos); a narrativa anti-ocidental e a falta de lideranças civilizadas e de procura de consensos, tudo se conjuga para impedir olhar-se com optimismo um final breve dos atuais conflitos.

A guerra fria era um tempo perigoso mas previsível. A esta ordem bipolar de dois blocos sem relações sucedeu a supremacia dos Estados Unidos, um mundo unipolar, com uma só grande potência em que a economia de mercado e a democracia liberal aparentavam ser um modelo para ficar. Esta hegemonia perdeu-se. Putin considera-a nefasta para a Interdependência económica internacional. A Rússia volta a ser um perigo. A China torna-se uma potência comercial, mas também militar.

Estamos numa globalização em transição sem tendências fáceis de discernir.
Não se percebe muito bem como é que se vai sair deste tempo disruptivo de radicalismo e confrontação.

Vamos assistir ao confronto entre os imperialismos? A um conflito para resolver um problema de hegemonia?
E o Médio Oriente?
O auditório manifesta-se e há quem defenda,
A guerra é a maior ameaça ao ambiente do planeta.
Os povos desejam a paz.
O verdadeiro militar detesta a guerra.
O que dizemos aos nossos filhos?
O que pode fazer cada um de nós como cidadão?
Quem ganha com a guerra? – pergunta já a fechar a conferência o Presidente do ICEA, coronel Ferreira Durão.

A moderação esteve a cargo da Vice-Presidente do ICEA Anabela Almeida, responsável pelos momentos de poesia e por colocar no Auditório, alguns dos trabalhos alusivos à PAZ, criados pelos alunos da Escola Básica e Secundária António Bento Franco, da Ericeira.

(Texto de: Rogério Bueno de Matos, Associado do ICEA)

2026 05 30