Todas as frentes têm de parar. Esse é o primeiro ponto do MoU entre o Irão e Israel, o que provou que a paz pela força, que Trump preconiza, não funciona, porque escalou para a paz pela guerra e nem assim Trump ganhou o que quer que fosse.
Trump, para poder sair rapidamente da guerra que perdeu, atraiçoou Israel. Realpolitik: os aliados são descartáveis, mesmo os que parecem mais sólidos, pois as potências movem-se por interesses, e estes dependem das ocasiões.
Trump viu que, para ganhar, teria de entrar na guerra com meios terrestres. Não quis ou não pôde. Agora tenta sair, mesmo queimando os aliados.
Claro que, não definindo objetivos à partida, Trump pode sempre manipular a informação e dizer que ganhou, mas, se ganhasse, não cederia a tudo o que o Irão quis. Neste jogo todo, vejo que Gaza poderá conseguir um cessar-fogo mais permanente, porque é uma das frentes que o Irão quer que pare.
A Europa tem mesmo de tirar lições desta guerra.
Nuno Pereira da Silva
Coronel na Reforma












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