Geral Opinião

A Europa voltou a ser o centro do mundo livre

A UE está a conseguir ser o polo de atração das democracias, substituindo os EUA como líder do mundo livre.

Se partirmos da definição clássica de «líder do mundo livre», herdada da Guerra Fria, a liderança não era apenas uma questão de ter o maior exército. Era ser o garante de três coisas fundamentais: regras previsíveis, alianças estáveis e defesa da democracia como modelo. É precisamente neste domínio que os EUA parecem estar a perder a centralidade que durante décadas lhes foi atribuída.

Para além de haver vários Estados europeus em lista de espera para entrar nela como Estados-membros, existem várias parcerias estratégicas a serem estabelecidas, por vontade de ambas as partes.

Após a passagem de Mark Carney pelo Parlamento Europeu, onde Ursula von der Leyen anunciou a intenção de abrir a porta para o Canadá se tornar o primeiro membro associado da União Europeia, novos países parecem poder vir a pretender um relacionamento deste tipo. É o caso da Austrália, que já dispõe de uma Parceria de Segurança e Defesa com a UE e tem vindo a aprofundar as suas relações com a União.

Estas novas parcerias, cada vez mais aprofundadas, enfurecem Trump, que reagiu mal ao facto de o Canadá ter aceitado avançar para um novo estatuto nas suas relações com a UE.

O Soft Power da UE é uma arma mais eficiente que a diplomacia pela força protagonizada por Donald Trump.

Nuno Pereira da Silva
Coronel na Reforma