Ontem fiquei abismado quando ouvi que um estudo feito por uma entidade universitária revelava que, em Portugal, só três por cento das empresas usavam IA no seu dia a dia, e ouvi as conclusões desse estudo que, não só mas também por isso, o índice de produtividade não aumentava.
A IA não substitui o homem, mas uma série de tarefas repetitivas pode muito bem ser feita por ela, com ganhos de produtividade. A IA, se usada como ferramenta, pode ser usada para limpar um texto de erros e de gralhas, pode arquivar e gerir documentos, pode auxiliar numa determinada pesquisa, pode ler mails e informar quais os que tens de responder, pode responder aos de rotina, enfim, um manancial de coisas que auxiliam na gestão.
A IA não veio para nos substituir, mas para deixar para o homem o que só ele pode e deve fazer, criar, decidir com menos erro, pois pode apresentar-te as tuas modalidades de ação para tu decidires, entre outras coisas. Pode reduzir a necessidade de homens num Estado-Maior para metade e um sem-número de coisas.
Portugal tem de dar a volta, e as nossas empresas necessitam de IA para aumentar a produtividade. Não podemos ficar na cauda da Europa.
Eu, por mim, todos os dias uso-a como corretor automático, porque já vejo mal as letras, e ela corrige erros e lê-me em voz alta o que eu escrevi. Deixei de cometer erros por falta de acuidade visual, que, como diabético, já vou tendo. Uma desvantagem grande é ter deixado de ter motricidade fina para escrever, porque tudo faço digitalmente. Tenho de voltar aos cadernos de duas linhas estreitas para voltar a ter uma caligrafia aceitável.
Nuno Pereira da Silva
Coronel na Reforma












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