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Linhas que (Re)Unem

Na passada sexta-feira, o espetáculo “Linhas que Unem” regressou ao claustro sul do Real Edifício de Mafra para uma apresentação mais contida em número de lugares disponíveis, mas não em intensidade.

Com uma plateia menos numerosa, criou-se um ambiente ainda mais intimista, onde cada respiração, cada silêncio e cada gesto ganharam um peso quase confidencial.

A proximidade entre público e intérpretes tornou-se mais evidente, reforçando a essência da proposta: a ligação humana através da arte. A música de Manuel Rocha voltou a servir de elo invisível, sustentando uma narrativa feita de encontros, diferenças e superações, enquanto a dança inclusiva da Academia de Dança Susana Galvão Teles, em parceria com a Crevide e a Casa da Rita, reafirmou a inclusão como linguagem natural do palco.

Sem perder rigor técnico ou sensibilidade artística, esta nova apresentação destacou-se pela delicadeza do momento partilhado, menos multidão, mais escuta; menos ruído, mais emoção.

No final, permaneceu a mesma certeza: as verdadeiras linhas que unem não se veem, sentem-se.

Fotografias e texto de Carlos Sousa/KPhoto