No dia da libertação dos EUA, declarado por Trump no dia 2 de abril de 2025, para iniciar uma guerra comercial de tarifas com todo o mundo, para defender a sua ideologia nacionalista e protecionista , e fazer da América grande outra vez, porque segundo ele todos os estados têm sido maus ou muito maus para com os EUA, em termos comerciais, e deles abusado, uma nova era de contra tarifas e de novas, antes improváveis, alianças e acordos comerciais já se concretizaram preventivamente ou se vão concretizar, de que é exemplo o acordo comercial, já celebrado entre a China, a Coreia do Sul e o Japão, dois antigos aliados dos EUA, com o grande adversário deste.
É provável, que na procura de novo mercados alternativos, a Europa também estabeleça novos acordos, noutras geografias, não sendo de excluir também o mercado chinês, que assim se vai fortalecendo economicamente, ao contrário do que Trump pretenderia.
Embora já quase nada me admire na errática política de Trump, continuo a achar, pelo menos estranho, que na sua retórica as sanções sejam, normalmente também aplicadas, como forma de punição moral, contra quem na sua acepção faz mal aos EUA, trazendo a moral para a política e para a economia.
A questão da moral, do pecado, da sanção a ele sempre associado, é algo que Trump ressuscitou da Idade Média, e que utiliza recorrentemente, também na sua narrativa, como forma de castigar os estados impuros, que de acordo com a sua bitola moral, favorecem culturas que classifica como de Woke. Esta atitude é, em minha opinião, completamente injustificável, por se imiscuírem em assuntos do âmbito da soberania dos Estados com quem se relaciona bilateralmente.
As ameaças que já efetuou contra alguns estados, de que França é já um exemplo, de as vir a castigar com sanções, com tarifas, caso estes continuem a fomentar políticas de igualdade de género, ou continuem a manter as suas leis relativamente à liberalização do aborto, algo que me parece no mínimo abusivo, para não dizer outra coisa mais grave.
O facto de Trump, também já ter ameaçado com tarifas mais gravosa os Estados que adquirirem petróleo à Venezuela, é outra arma, agora em termos políticos, que quer usar para castigar os povos que não se queiram submeter à pax americana.
Nuno Pereira da Silva
Coronel na Reforma

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