Não percebo, nem quero perceber, nada de futebol. Uma coisa sei: no último quarto de século, Portugal ultrapassou tudo e todos no exterior, e Ronaldo foi o seu símbolo, alcançando um prestígio global que chegou a confundir-se com o próprio prestígio de Portugal — ou até a ultrapassá-lo.
Quando estive no Iraque e me perguntavam de onde era, todos respondiam imediatamente: Ronaldo.
Ronaldo tem um soft power superior ao de qualquer treinador, Federação ou mesmo político. Mais tarde ou mais cedo, teria de sair, mas tinha de fazê-lo com dignidade.
Não sei se a carreira de Jesus não estará a chegar ao fim. Jesus é o elo mais fraco.
Nuno Pereira da Silva
Coronel na Reforma












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