Opinião

Mujimbos, boatos e notícias falsas

Quando trabalhamos em informações militares, vulgo “intelligence“, recebemos notícias de várias fontes fechadas ou abertas, de várias proveniências, e de vários e distintos órgãos, internos e externos. Qualquer notícia que nos chegue é analisada por um especialista de informações, que de acordo com a fiabilidade da fonte, lhe atribui uma letra, e de acordo com a sua verosimilhança ou plausibilidade, atribuí-lhe um número. Uma notícia A1 é uma notícia muito relevante do ponto de vista da fiabilidade da fonte e da sua plausibilidade.

As notícias todas que chegam dos distintos órgãos de pesquisa, sobre o mesmo assunto, depois de tratadas por especialistas, que de acordo com a sua formação as interpretam, dão origem a uma informação.

O processo simples, que descrevi de classificação das notícias por assuntos, seguido duma breve comparação e análise das mesmas, pode e deve ser feito, pelo menos mentalmente, por todos nós, quando na nossa vida colhemos notícias dos jornais, das televisões, das redes sociais e de todos os sites a que formos investigar.

Só fazendo, mesmo que mentalmente, esse simples processo mental diário e continuamente, sobre cada assunto, poderemos formar uma opinião fundamentada sobre o que à nossa volta se passa, ou seja, só desta forma podemos perceber o mundo.

Esta minha crónica pretende dar uma ferramenta às pessoas sem formação em informações, para que consigam fazer um juízo e formular uma opinião, neste mar imenso de notícias verdadeiras e falsas que nos inundam diariamente, permitindo-lhes não embarcar em notícias falsas, boatos e outros mujimbos, como se diz em português de outras latitudes.

Nuno Pereira da Silva

Coronel de Infantaria na Reserva

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