O eurodeputado Hélder Sousa Silva apelou à União Europeia para que adote o projeto-piloto para as Alianças de Escolas Europeias, uma iniciativa para melhorar a qualidade da educação nos 27 e preparar melhor os jovens para o mercado de trabalho.
Para o português, que é coordenador do PPE para a Educação e a Cultura, “as Alianças de Escolas Europeias podem transformar o problema de falta de recursos com as competências necessárias, numa resposta europeia concreta”.
A Comissão Europeia está a preparar este projeto-piloto, cujo desenho deverá agora incorporar também as recomendações aprovadas, em julho, pela Comissão da Cultura e da Educação do Parlamento Europeu (CULT).
Numa altura em que 46% das Pequenas e Médias Empresas europeias têm dificuldade em encontrar trabalhadores com as competências certas, considerando essa escassez como um obstáculo ao investimento, Hélder Sousa Silva afirmou no plenário do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, que “não podemos deixar que a falta de competências trave o crescimento europeu”. Para tal, o eurodeputado português defende a adoção das Alianças de Escolas Europeias como um caminho para superar estes obstáculos: “A proposta é ligar escolas de diferentes países em redes estruturadas, para que professores trabalhem em conjunto, os alunos beneficiem de uma aprendizagem mais aberta à Europa e as melhores práticas pedagógicas sejam partilhadas e replicadas além-fronteiras”, explicou.
Nas palavras do eurodeputado português, “não se trata apenas de mobilidade, trata-se de melhorar a qualidade da educação e de preparar melhor os jovens, com bases sólidas, competências digitais e pensamento crítico”.
Afirmando que a competitividade europeia começa muito antes da entrada no mercado de trabalho, começa na escola, Hélder Sousa Silva é da opinião de que esta cooperação pode chegar onde as oportunidades são menores e exemplificou perante os eurodeputados: “Uma escola do interior ou de uma região periférica poderá integrar uma rede europeia e dar aos seus alunos acesso a experiências que nem sempre estão ao seu alcance”.
Juntamente com o apoio à iniciativa, Hélder Sousa Silva apresentou requisitos, pedindo “alianças exigentes nos resultados, não na burocracia”. Para o eurodeputado eleito pelo PSD, o projeto deve ter regras simples e critérios claros, para medir a participação e os resultados de aprendizagem.
Outro dos requisitos implica a integração do ensino profissional neste esforço europeu. Deste modo, explica o eurodeputado que integra a Comissão da Cultura e Educação do Parlamento Europeu (CULT), “melhoramos a educação sem deixar ninguém para trás”.
Hélder Sousa Silva terminou a sua intervenção deixando um repto ao Parlamento Europeu: “Se queremos empresas mais competitivas amanhã, precisamos de escolas mais conectadas hoje”.












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