A noite em Torres Vedras teve tudo o que se pede a uma meia-final da Taça: tensão, nervos à flor da pele e um desfecho digno de história.
Depois do empate (1-1) na primeira mão, no terreno do Fafe, tudo ficou em aberto para os últimos 90 minutos e o Torreense soube esperar pelo momento certo para decidir.
Durante grande parte do encontro, o equilíbrio foi a nota dominante. O Fafe, fiel à sua campanha surpreendente, nunca deixou de acreditar e manteve o jogo vivo, obrigando o Torreense a trabalhar cada lance com paciência e critério.
Mas, quando o relógio já pesava, surgiu o golpe decisivo: David Bruno abriu o marcador perto do fim e, já em tempo de compensação, Stopira confirmou de grande penalidade.
O 2-0 final libertou a festa nas bancadas e no relvado. O Torreense carimbava assim um apuramento histórico para a final do Jamor, regressando a um palco que não pisava há cerca de sete décadas.
Mais do que o resultado, ficou a sensação de uma equipa madura, que soube sofrer e escolher o momento certo para ferir, uma marca típica das equipas que acreditam que o sonho é possível. Agora, o Jamor espera.
Agora, o Jamor espera, a oportunidade de transformar esta caminhada memorável em algo ainda maior.
Fotografias e texto de Carlos Sousa/ KPhoto












































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