Quantas pessoas são necessárias para falar sobre pessoas? Em cima do palco da Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva na Ericeira vão ser 37.
A TRIBO une dois dos seus grupos, Ciclo 12 e Teia, numa viagem que atravessa diferentes fases da vida e diferentes formas de estar no mundo. A última criação de 2026 do Colectivo A TRIBO sobe ao palco da Ericeira a 10 de julho às 21h30, 11 de julho às 17h30 e 21h30 e 12 de julho às 21h30.
“Tenho uma obsessão com o desenvolvimento pessoal e acredito mesmo que estamos aqui para nos transformar e para evoluir. Crescer é importante e crescer é bom”, afirma Daniela Simões, mentora do Colectivo A TRIBO. “Este espetáculo começa na infância e vai acompanhando esse crescimento das pessoas, a um nível individual e coletivo. Há essa dança constante entre o eu e o nós.”
Para construir “As Pessoas”, os dois grupos d’A TRIBO saíram à rua e foram observar pessoas, as suas dinâmicas, a forma como o corpo fala, o silêncio, o barulho, o ritmo do dia-a-dia e, claro, foi inevitável a auto-observação. “As Pessoas” nasce na infância e cresce ao longo do espetáculo a par do percurso de crescimento que também fazemos na vida. “É um espetáculo que fala sobre aquilo que acontece entre pessoas, sobre as coisas visíveis e invisíveis que nos tocam umas às outras”, explica Daniela Simões.
O espetáculo mergulha nos vínculos que construímos, nas relações que nos moldam e nas experiências que nos transformam. Fala de amor, de empatia, de cuidado e também de conflitos, diferenças e opiniões que nos juntam e que nos afastam. Entre o individual e o coletivo, “As Pessoas” explora aquilo que nos torna únicos e, simultaneamente, aquilo que nos une. “As pessoas são a melhor coisa do mundo para mim”, diz Daniela Simões e acrescenta: “Tenho vontade de fazer mais dez espetáculos sobre pessoas, todos diferentes. As pessoas infinitas.”
Depois de “As mãos nascem fechadas”, sobre crescimento e florescimento, e de “Ligar/Desligar”, sobre a relação entre a vida e a tecnologia, “As Pessoas” encerra o ciclo de criações de 2026 do Colectivo A TRIBO e reafirma o foco na importância do individual e do coletivo, na sensação de pertença, nos processos de transformação humana e nas ligações que construímos ao longo da vida.
“As Pessoas” é a 39.ª criação original do grupo de teatro comunitário do Colectivo A TRIBO que este ano celebra 13 anos. Mas o que é afinal teatro comunitário? Nas palavras de Daniela Simões, n’A TRIBO é assim: “O nosso teatro nasce a partir das pessoas. É uma viagem feita em grupo, com o contributo de todos. E é na partilha que o coletivo cresce e ganha personalidade comum, que o faz agir e reagir como um todo, como uma comunidade, sem nunca se perder a individualidade de cada um. Um sítio onde pertencemos como somos, sem nos obrigarmos a ser outra coisa para encaixar.
WWW.COLECTIVOATRIBO.PT
Um sítio onde refletimos, sentimos, vivemos e convidamos o público a refletir, a sentir, a viver connosco, como parte da comunidade.”
O bilhete para assistir ao espetáculo “As Pessoas” do Colectivo A TRIBO custa o donativo de 9€ e pode ser reservado através do email geral@colectivoatribo.pt ou do número 910672458.
Sinopse do espetáculo “As Pessoas”
Um espetáculo que nasce a ser criança e vai crescendo. Cresce-se, no espetáculo, como se cresce na vida. Somos as histórias e as aprendizagens dessas histórias. É um espetáculo sobre pessoas. A forma como crescem e começam a ver-se, a ser e a estar no mundo. É sobre as relações e os vínculos que se constroem e se desfazem. É sobre os lados apaixonantes e detestáveis que as pessoas têm: lutas de galos. É sobre amor, empatia e cuidado. Todas as pessoas nascem, todas têm uma mãe. São as opiniões que dividem a Humanidade? Cada cabeça, sua sentença. Somos singular e plural, individual e coletivo. O melhor do mundo são As Pessoas.












Adicionar comentário