Festas & Romarias Geral

A tradição não se explica. Vive-se

A noite de sábado voltou a provar que as Marchas Populares são muito mais do que um espetáculo. São uma celebração da identidade, da dedicação e do orgulho das comunidades que, durante meses, trabalham para manter viva uma das tradições mais enraizadas da cultura popular portuguesa.

O Estádio do Ericeirense encheu-se de cor, música e emoção para receber a Marcha da Ericeira, anfitriã da noite, e as marchas convidadas de Venda do Pinheiro, Ponte do Rol e Santo Isidoro. Cada atuação trouxe ao recinto a personalidade, a criatividade e o empenho de dezenas de marchantes, músicos e voluntários que transformaram a noite numa verdadeira festa popular.

Entre coreografias cuidadosamente preparadas, trajes coloridos e o som inconfundível das marchas, o público respondeu com entusiasmo, aplaudindo cada entrada no relvado, reconhecendo o enorme trabalho desenvolvido por todos os participantes.

Fpi um encontro de tradições, de freguesias e de pessoas unidas pelo mesmo objetivo: preservar um património cultural que continua a passar de geração em geração.

As fotografias que apresentamos são o reflexo dessa dedicação. Captam sorrisos, olhares de concentração, emoção e o orgulho de quem leva o nome da sua terra ao peito.

Porque as Marchas Populares não vivem apenas da música ou da dança. Vivem das pessoas. Daqueles que ensaiam depois de um dia de trabalho, que costuram fatos, constroem arcos, afinam vozes e acreditam que vale sempre a pena manter viva esta tradição.

E, uma vez mais, a Ericeira respondeu à altura, recebendo de braços abertos todos aqueles que fizeram desta noite um verdadeiro hino à cultura popular portuguesa.

Fotografias e texto de Carlos Sousa/ KPhoto