Desde o EP “Inverno” e, sobretudo, desde o álbum “Mediterrâneo”, construiu um perfil muito própria na música portuguesa independente, assente numa escrita cuidada, emocional e muito humana. As suas canções falam de amor, perda, identidade, tempo e pertença, sem recorrer a artifícios, privilegiando a proximidade com quem o ouve.
É muitas vezes descrito como um artista genuinamente independente, não apenas na produção musical, mas também na forma como comunica e se posiciona artisticamente, longe de modas ou tendências passageiras e rejeitando exposição fútil.
No mais recente espetáculo da série Quartas Perfeitas, Valter Lobo partilhou com o público de Mafra o seu trabalho mais recente, “Melancólico Dançante” (2025), manteve o tom emocional e poética, mas acrescentou sonoridades e uma forma muito intimista de comunicar com uma sala praticamente esgotada.
Apesar de, confesso, conhecer muito pouco deste artista, se tivesse de resumir Valter Lobo numa única frase, escreveria “Há artistas que cantam canções; Valter Lobo canta emoções”
Fotografias e texto de Carlos Sousa/ KPhoto

















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