Nas pesquisas que sempre se fazem para apresentar aos leitores um enquadramento de um espetáculo, encontrámos esta definição de Samuel Úria que encaixa perfeitamente no espetáculo que assistimos ontem na Ericeira – “Ele é o cantautor das patilhas e dos fatos ‘upa upa’, que foi beber lá atrás à torneira do punk, do rock’n’roll e da estética lo-fi, que acredita no poder transformador da linguagem e que encara a música como um meio de redenção, de salvação e de resistência, contra o pessimismo e contra certos messias latrinários que entortam a verdade em nome do bem…” (In Jornal Expresso)
Ontem, a Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva, na Ericeira, acolheu mais uma edição do ciclo Quartas Perfeitas com um concerto intimista e envolvente de Samuel Úria, apresentando o seu mais recente trabalho, 2000 A.D..
O espetáculo foi uma verdadeira viagem sonora pelo imaginário do novo milénio, um disco que tem conquistado uma boa percentagem de público e crítica e que já lhe valeu o Globo de Ouro de Melhor Canção pela faixa que lhe dá nome. Frente a uma plateia praticamente esgotada, o artista natural de Tondela transformou a sala num espaço de partilha, onde cada acorde e cada palavra ecoava na intimidade do momento.
Fiel à sua estética criativa, Úria entrelaçou temas de 2000 A.D. com canções de outros momentos da sua carreira, oferecendo uma performance que alternou entre a reflexão poética e a energia musical envolvente, característica dos seus concertos ao vivo.
O resultado foi um encontro memorável entre artista e público, onde a música serviu de meio de viagem pelo tempo, pelas sensações e pela contemporaneidade, numa noite que por certo ficou na memória de quem a viveu.
Fotografias e texto de Carlos Sousa/ KPhoto

























Adicionar comentário