Quando a banca, os grandes empresários, os oligarcas, os armadores e os fundos financeiros definem a estratégia de um Estado, dá-se a completa subversão do sistema internacional e dos seus valores; internamente, as democracias também ficam em risco.
Os interesses dos Estados tornam-se reféns e confundem-se com os interesses desses grupos. São exemplos do que referi os EUA e a Grécia, a título ilustrativo.
Os EUA de Trump têm sido um ápice do que mencionámos, muito em especial no que respeita ao chamado “conselho para a paz”.
A Grécia, por sua vez, está a provocar alguns graves diferendos na UE, pois os seus armadores, com os seus navios, transportam grandes volumes de petróleo russo, integrando a chamada “esquadra fantasma”. Ao mesmo tempo, na União Europeia exige-se que esses navios tenham proteção de forças navais europeias, muito em especial no âmbito da missão ASPIDES, integrada na EUNAVFOR, no Mar Vermelho.
Nuno Pereira da Silva
Coronel na Reforma












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