Geral Opinião

Putin ameaçou a Europa com ações terroristas

Putin, na reunião que fez com a impressa estrangeira em São Petersburgo, voltou a frisar o que se sabe, e que está descrito na sua doutrina de emprego de armas nucleares táticas, que de uma forma genérica, referem que estas só são utilizadas, quando houver um  ataque hostil ao seu território, e/ou uma ameaça soberania da Federação Russa, ou seja, de uma forma velada voltou a ameaçar o mundo com esta sua afirmação.

Putin sabe que esta ameaça não é, de qualquer forma credível, porque a dissuasão nuclear, ainda continua a ser eficaz, pois a destruição mútua, que essa utilização provocaria, à partida impede qualquer líder racional de as utilizar e Putin apesar de tudo é um líder racional.

Para além dessa ameaça Putin aproveitou a reunião para formular outra, essa sim mais credível, que foi a de entregar armas a terceiros para combaterem e infligirem danos, os estados que mais têm apoiado a Ucrânia com fornecimento de material bélico, ameaçando dessa forma vários estados europeus e norte americanos, resumindo todo o Bloco Ocidental, quer nas suas fronteiras geográficas, quer nas suas fronteiras de interesses, onde estes estejam presentes.

Esta ameaça de ação indireta, em minha opinião, pode ser efetuada ou armando a Wagner para os combater, sobretudo em África onde vários países da UE, e nós inclusive, temos militares em Operações de Peteresberg, armando fortemente as fações que por esse continente se digladiam, ou mais grave que isso, patrocinar e armar  movimentos terroristas islâmicos ou outros, para cometerem atentados terroristas na Europa  e em países norte-americanos, método esse que embora possa ser aparentemente eficaz, pode-se voltar mais tarde contra ele, pois o terrorismo atua onde e quando as ações terroristas que efetuam possam ter mais visibilidade e cobertura mediática e onde a surpresa seja um fator decisivo, pois não tendo normalmente objetivos políticos o seu único objetivo é espalhar o terror pelo terror.

Nenhuma destas ameaças é nova, no entanto os Jogos Olímpicos que se vão efetuar em Paris, estado europeu que tem sido mais vocal contra Putin, passaram desde ontem, a ser um alvo provável desta ameaça terrorista indireta russa.

Nuno Pereira da Silva
Coronel na Reforma

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