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PROJETO MUSIC360: Hélder Sousa Silva apresenta resultados da investigação europeia sobre o valor da música

O eurodeputado Hélder Sousa Silva coorganizou com a Associação Europeia de Organizações de Artistas Intérpretes (AEPO-ARTIS) a apresentação dos resultados do projeto Music360. Trata-se de uma ferramenta de trabalho, que apoiará as políticas europeias na área da investigação e inovação, em setores como a cultura e as indústrias criativas.

No Parlamento Europeu, perante uma plateia de agentes culturais e entidades de gestão coletiva de direitos de artistas, Hélder Sousa Silva começou por explicar que, ao longo dos últimos três anos, o projeto Music360, sob financiamento do Horizonte Europa, analisou o valor económico e social da música, apresentando, agora, ferramentas práticas para apoiar na elaboração das políticas europeias. Uma das componentes que o projeto avaliou foi a forma como a música ambiente, utilizada em espaços públicos, é valorizada e compensada.

O Music360 comprovou que a música pode moldar a sociedade, contribuir para a saúde emocional e agir como uma fonte de conexão e transformação cultural. O eurodeputado português defendeu que “este é o tipo de trabalho de que precisamos para que a cultura seja devidamente refletida na política de investigação e inovação da União Europeia”.

Afirmando que acredita “firmemente que a investigação, a tecnologia e a inovação podem realmente apoiar a cultura”, Hélder Sousa Silva recorreu à sua experiência autárquica para demonstrar a importância da música e da cultura num país ou região.

Enquanto foi presidente e vereador da Câmara Municipal de Mafra, a autarquia investiu cerca de 8 % do orçamento municipal na cultura, “porque vimos o que a música pode fazer pela coesão social e pela identidade local”. Essa experiência, explicou Hélder Sousa Silva, “ainda hoje influencia a minha visão da política cultural”.

Considerando que a forma como os programas de investigação da UE estão estruturados é importante para setores como a cultura e as indústrias criativas, o eurodeputado eleito pelo PSD disse defender, enquanto membro da Comissão CULT e da Comissão dos Orçamentos, que as áreas atualmente abrangidas pelo Cluster 2 – Cultura, Criatividade e Sociedade Inclusiva sejam refletidas de forma clara e visível na componente “Sociedade” do Pilar II. “Se não forem nomeadas e visíveis, correm o risco de ser excluídas”, afirmou.

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