O grupo Hezbollah é ao mesmo tempo amado e odiado pelo povo libanês. É odiado porque representa um fator de instabilidade nas relações com Israel. Por outro lado, é amado porque é um dos poucos grupos no país com força suficiente para enfrentar Israel, já que as forças armadas libanesas sozinhas não têm capacidade de dissuasão para conter o expansionismo israelense.
Essas atitudes paradoxais dos libaneses explicam por que não se organizam para lutar contra o Hezbollah internamente. Israel, há anos, busca expandir seu território até o rio Litani. Já chegou a entrar no Líbano, mas foi forçado a se retirar, enfrentando a resistência do Hezbollah em uma guerra não convencional que, surpreendentemente, foi bem-sucedida em impedir a ocupação.
O Hezbollah permanece ativo e resiliente: a cada membro que cai, surgem outros, mantendo o grupo vivo e presente na política e na defesa libanesa.
Nuno Pereira da Silva
Coronel na Reforma












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