Geral Opinião

Notas a propósito da nova lei da imigração

Foto: Global Imagens

Quando estava na Brigada Mecanizada e Guterres era Primeiro-ministro, este fez passar uma lei, em que todos os trabalhadores que tinham trabalhado na Brigada por um determinado período de tempo, passariam imediatamente a efetivos, e mesmo os que trabalhavam sazonalmente e à jorna, também poderiam ter esse direito, pois eram contratados todos os anos para os trabalhos no campo.

Este diploma legal na altura obrigou a que entrassem no quadro umas dezenas largas de novos trabalhadores, mesmo que para eles não houvesse trabalho.

Atualmente, pelas informações que disponho, já não existem trabalhadores rurais em quantidade para trabalharem à jorna na agricultura, pelo que Portugal têm necessitado de imigrantes para fazer este tipo de trabalhos, que não são de caráter permanente, pelo que nenhum empresário agrícola português os vai celebrar por um período de tempo alargado o suficiente, para que estes possam sequer ter tempo de conseguir ser legalizados, pelo que este decreto-lei dificilmente e nestes casos tem grande aplicabilidade.

A meu ver a única solução para o problema, consistirá na criação de empresas que contratem migrantes, e os façam rodar pelas diferentes empresas agrícolas portuguesas, de acordo com as necessidades destas, que mesmo desta forma não preenchem todo o ano, por haver épocas do ano em que não há necessidade deles.

O que se passa com a necessidade de trabalhadores agrícolas, passa-se igualmente com a necessidade de trabalhadores sazonais para a hotelaria, pois grande parte dos hotéis no algarve, fecham no Inverno.

Em conclusão, com esta novo decreto-lei, sou da opinião que não teremos pessoal em quantidade para satisfazer as necessidades das empresas agrícolas, nem hoteleiras portuguesas, pelo que este terá que ser revisitado.

Nuno Pereira da Silva
Coronel na Reforma

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