O eurodeputado Hélder Sousa Silva instigou a União Europeia a investir na produção de drones e a impulsionar a sua inovação, para estar à altura dos desafios atuais de segurança. “Investir bem em drones é reforçar, ao mesmo tempo, a nossa soberania, a nossa resiliência e a nossa competitividade”, afirmou o português.
Com um boom após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, os drones ganharam um papel e uma atenção especial, na defesa dos territórios. Porém, Hélder Sousa Silva alerta que este é um “setor claramente de dual use: defesa, sim, mas também proteção civil, combate a incêndios, busca e salvamento, logística, vigilância marítima e fronteiras”. Apesar das aplicações de âmbito militar, no reconhecimento e ataque de alvos estratégicos ou vigilância das fronteiras; as aplicações sociais, civis e comerciais dos drones têm-se revelado cada vez mais importantes. Com um elevado potencial e alto rendimento, os drones são hoje uma oportunidade de otimização de processos, melhoria de desempenho empresarial ou de transporte eficiente, usado ainda em setores como a agricultura, proteção civil, logística, construção civil, etc.
Daí que o eurodeputado português tenha mostrado no plenário em Estrasburgo a oportunidade que esta indústria e mercado representam para a Europa: “O ecossistema europeu de drones é feito sobretudo de PME e startups. Para Estados-Membros mais pequenos, isto significa uma via realista para criar clusters tecnológicos, empregos qualificados e cadeias de valor europeias”, afirmou.
Hélder Sousa Silva, que é membro da Comissão de Defesa do Parlamento Europeu, recorreu ao exemplo da guerra na Ucrânia, “onde a utilização dos drones acelerou, de forma impressionante, ciclos de inovação de apenas três a seis meses”, para dizer à União Europeia que tem de acompanhar este ritmo de produção e inovação, “com escala industrial, regras claras e investimento previsível”.












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