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Eurodeputado Hélder Sousa Silva apresentaos desafios de Segurança e Defesa da Europa, em 2026

“2026 será o ano da escolha de prioridades que são, ao mesmo tempo, militares e políticas. A Europa precisa de demonstrar que consegue atuar como uma potência de segurança e defesa, não apenas proclamar-se dessa forma”. A ideia foi defendida hoje pelo eurodeputado Hélder Sousa Silva, no debate estratégico sobre “Os Desafios de Segurança e Defesa da Europa em 2026”, que decorreu no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Diante da situação na Ucrânia, da pressão no Indo-Pacífico, da instabilidade ao sul e das tensões no Atlântico Norte, com o espaço e o ciberespaço interligando todas essas questões, Hélder Sousa Silva garante que “a Europa será avaliada pela sua capacidade de prontidão e de ação”. O imperativo estratégico, na opinião do eurodeputado que integra a Comissão de Defesa do Parlamento Europeu, é “impedir que o próximo divórcio seja transatlântico, sem abdicar da defesa intransigente do território europeu”.

Na conferência co-organizada pelo eurodeputado Hélder Sousa Silva e pela eurodeputada Ana Miguel Pedro, que contou com a presença de decisores políticos, de especialistas em defesa e segurança europeia e dos auditores do Curso de Defesa Nacional do Instituto de Defesa Nacional (IDN), Hélder Sousa Silva fez uma análise estratégica das ameaças múltiplas que a União Europeia enfrenta, num contexto geopolítico em transformação profunda. Nas suas palavras, “a Europa enfrenta em 2026 aquilo que os estrategas militares designam como uma ameaça de ‘múltiplos teatros’: crises simultâneas em geografias diferentes que exigem respostas coordenadas com recursos limitados.

Além de todas as guerras físicas e territoriais, o eurodeputado português alertou para a segurança do espaço e ciberespaço, enumerando os riscos de redes e cadeias de abastecimento corrompidas, manipulação de informação ou bloqueio infraestruturas
críticas. Hélder Sousa Silva, que tem formação em Ciências Sócio-Militares e em Engenharia Eletrotécnica, deixou à plateia uma pergunta central: “Temos autonomia, soberania, redundância e capacidade de resposta para que o espaço e o ciberespaço não sejam mais uma vulnerabilidade da Europa?”.

O evento “Os Desafios de Segurança e Defesa da Europa em 2026”, que decorreu durante a manhã de hoje, promoveu um debate aprofundado sobre o momento geopolítico que atravessamos e as prioridades operacionais da UE, tendo-se discutido como países como Portugal podem maximizar valor estratégico e industrial, através de consórcios industriais e como ligar a indústria e financiamento à geração de capacidades reais, como produção, aquisição e prontidão. A presença dos auditores do IDN foi destacada como um exemplo do compromisso de Portugal em formar líderes preparados para os desafios da segurança global, promovendo o diálogo entre os decisores europeus e os futuros responsáveis pela segurança nacional.