Nesta guerra iniciada contra o Irão, a pedido do primeiro-ministro israelita, a situação não levantou grande celeuma a nível internacional, nem internamente no Irão, porque o regime iraniano é, de facto, uma tirania despótica e religiosa.
Vamos ver no que isto vai dar. Ninguém sabe. Se tudo correr bem, poderá haver uma transição de regime pacífica, embora o mais provável seja que venha a ocorrer uma guerra civil entre as diferentes etnias do Irão.
O “Eixo do Mal” de Bush parece começar a desagregar-se.
Esperemos que tudo corra bem. Tenho muitas dúvidas. Mas… Internamente, nos EUA, Trump poderá perder o apoio do movimento MAGA que o elegeu, mas ganhar o apoio do velho Partido Republicano conservador.
Tendo estado no Iraque xiita, não prevejo uma transição pacífica, caso ela aconteça, pois haverá sempre resistência do regime. À semelhança do que sucedeu no Iraque, a Guarda Revolucionária poderá sair da capital, acompanhada pelos elementos mais fanáticos, e instalar-se noutra região do país, onde poderá constituir um novo Estado Islâmico xiita.
Mesmo que venha a ser derrotado militarmente, esse núcleo poderá lançar uma campanha terrorista internacional, procurando desestabilizar a região e atingir interesses ocidentais.
Com o fecho do estreito de Ormuz, o petróleo vai disparar, se a guerra for demorada, e a China e a Índia vão ter de importar mais petróleo à Rússia, fortalecendo-a, a que terá consequências na guerra da Ucrânia, a guerra que interessa à Europa.
Nuno Pereira da Silva
Coronel na Reforma












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