Geral • Opinião

A IA e a digitalização comprometem a autonomia estratégica da UE

A autonomia europeia, com a importância com que a IA entrou na nossa vida quotidiana, está cada vez mais difícil de almejar, dado que a Europa não está na linha da frente do desenvolvimento desta tecnologia disruptiva e revolucionária.

Esta luta está a travar-se entre os EUA e a China, com uma muito ligeira vantagem dos EUA.

A internet e as IAs que utilizamos estão omnipresentes e são a base das nossas vidas atuais, tão necessárias como a energia e a água de que necessitamos para viver.

A defesa sem a IA, satélites e a robotização é hoje impossível de almejar.

A corrida ao nuclear e ao seu desenvolvimento foi o paradigma da Guerra Fria entre o bloco soviético e o americano, paradigma esse que atualmente passou a ser o da competição pelo domínio da IA, atualmente entre a China e os EUA, em que o resto do mundo está a observar.

As terras raras, nesta guerra, assumem um papel relevante neste domínio, conferindo a quem as possui algum poder e, simultaneamente, uma grande vulnerabilidade, pois são e serão motivo de cobiça e, em última ratio, de invasões pela sua posse.

Nuno Pereira da Silva
Coronel na Reforma