Geral Opinião

Anti-israelita é diferente de ser antissemita ou contra a religião judaica

Embora o Estado de Israel, numa manobra de propaganda e de mistificação, tenha ressuscitado a palavra semita, por ser uma das formas como os nazis chamavam aos Judeus, embora semitas sejam quase toda a população da região, incluindo os Palestinianos.

Não obstante, Israel alega sempre que é criticado pela sua política em Gaza, na Cisjordânia, no Líbano e em toda a região, acusando quem o critica de antissemitismo, para colar quem os critica aos nazis.

Os judeus foram um povo sempre perseguido, pelo que historicamente têm razão de queixa de algumas religiões e das políticas nazis, ambas as quais os quiseram exterminar. No entanto, atualmente, o agressor não são os judeus, é o Estado de Israel e os seus interesses de reconquistar território, invadindo outros povos e outros Estados com o pretexto da segurança das suas atuais fronteiras.

Ser antissemita é condenável, ser contra as políticas de Israel é outra coisa diferente.

A atitude do Estado de Israel é condenável à luz do direito internacional, bem como à luz da moral e da ética. Neste caso, a palavra moral aplica-se porque o Estado de Israel diz-se laico, mas não o é, porque a religião é o seu mais forte cimento, nessa junção de povos que se juntaram, vindos de todo o mundo, alguns depois de quinhentos anos fora do seu território, desde a invasão otomana, que, além desse cimento religioso, pouco mais têm em comum.

Esta política desastrosa e criminosa de Netanyahu tem feito com que o Ocidente reformule o seu apoio a Israel, apoio que era incondicional, mas que hoje, independentemente dos quadrantes e ideologias políticas, condenam Israel e a sua política.

Nuno Pereira da Silva
Coronel na Reforma