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Eurodeputado Hélder Sousa Silva quer no ensino profissional as mesmas oportunidades de progressão, de estudo e trabalho no estrangeiro que os restantes percursos educativos

O ensino profissional esteve no cerne do encontro que o eurodeputado Hélder Sousa Silva manteve com a ministra irlandesa da Educação e Cultura, Hildegarde Naughton, no âmbito da Comissão CULT. O coordenador do PPE quis conhecer os planos da presidência irlandesa do Conselho da União Europeia, em matéria do ensino e formação profissionais.

Congratulando-se com o facto de a presidência do Conselho da UE, atualmente liderada pela Irlanda, decidir debater o futuro do ensino e da formação profissionais antes da apresentação da nova estratégia da Comissão Europeia para este setor, Hélder Sousa Silva afirmou que “a Europa precisa de mais pessoas com competências práticas e técnicas”, mas alertou para o facto de em muitos países, “o ensino e a formação profissionais continuarem a ser vistos como uma segunda opção”.

Na reunião da CULT com a ministra irlandesa, o eurodeputado português chamou a atenção para o facto de “os estudantes enfrentarem obstáculos, quando pretendem utilizar as suas qualificações noutros Estados-Membros, prosseguir os estudos ou participar em programas de mobilidade europeia”. Como tal, Hélder Sousa Silva quis saber junto de Hildegarde Naughton “que mudanças concretas, a nível da União Europeia, irá a Irlanda promover para garantir que a escolha do ensino e da formação profissionais proporciona aos estudantes as mesmas oportunidades de progressão, de estudo no estrangeiro e de trabalho em toda a Europa que os restantes percursos educativos”.

Defensor do ensino e formação profissionais (EFP), Hélder Sousa silva recordou que o EFP foi identificado como um domínio prioritário de cooperação no âmbito da iniciativa “Espaço Europeu da Educação”, para o período de 2021-2030. Em média, 50% dos jovens europeus com idades entre os 15 e os 19 anos beneficiam do EFP iniciais no ensino secundário. No entanto, esta média da UE oculta diferenças geográficas significativas, com as taxas de participação, que variam entre 15% e mais de 70%.

Face à exposição do eurodeputado eleito pelo PSD, a ministra irlandesa mostrou-se preocupada com as questões levantadas e disponibilizou-se a trabalhar em colaboração com a CULT, para encontrarem o melhor caminho para os jovens europeus.