Geral Opinião

Trump ameaça novamente os aliados e a paz mundial

A Cimeira da NATO propriamente dita correu muito bem, estava tudo como de costume negociado nação a nação, e sem nenhum assunto em agenda que pudesse ser problemático. O Secretário-Geral esforçou-se para não desagradar a Trump.

O pior foi o que aconteceu no início e nas reuniões à parte da Cimeira, em que Trump como sempre fez de chapeleiro louco, não dizendo coisa com coisa de forma corrente.

O mais dramático foi o ter retomado os ataques ao Irão, por causa dum ataque a três navios por parte deste. Essas retaliações foram desproporcionadas atacando o país, como foram desproporcionados os ataques do Irão aos vizinhos e a bases americanas.

É preciso dar espaço à diplomacia de forma consistente no recato dos gabinetes. Esta diplomacia de paz pela guerra não funciona a não ser que tenha vergado o inimigo, coisa que não sucedeu.

Todo o folclore da Gronelândia, da Espanha, todas as ameaças que fez aos aliados só podem ser um caso patológico de demência.

A única coisa com interesse para a Europa e para a Ucrânia em particular, foi o anúncio de que a Ucrânia teria no futuro a capacidade de fabricar mísseis interceptores para os Patriots. Esperemos que venham a tempo de a Ucrânia se defender da guerra contra a Rússia. Desconfio que essa capacidade já estará instalada na Ucrânia e que o anúncio da mesma só foi feito à margem da Cimeira.

Relativamente à NATO, parece-me que esta será mais uma PCSD Plus, e não uma nova NATO, caso os EUA se retirem no todo ou em parte.

Nuno Pereira da Silva
Coronel na Reforma