Trump está confiante que ganhou a guerra, ou que esta está prestes a ganhar e que depois tem direito ao saque medieval do petróleo.
O Irão acha que não perdeu e que consegue resistir, com o seu ás de trunfo, a possibilidade de fechar o estreito de Ormuz.
Boots on the ground a sério é muito improvável, porque não há na região soldados e material terrestre suficientes para o fazer.
Só pelo ar não há guerra que se ganhe.
O Irão deu-se ao luxo de recusar um cessar-fogo dos americanos, é um sinal de que está e vai resistir.
Uma qualquer escalada pode acontecer. Qualquer que seja, dificilmente haverá um vencedor claro.
Clausewitz dizia que se ia para a guerra para, nas negociações, se negociar em vantagem, algo que da parte americana não vejo, mas vejo da parte iraniana, pois detêm o estreito de Ormuz e dizem que vão portajar todos os navios, como no passado Portugal fez.
Entretanto, os europeus recusam ir para a guerra, libertar o estreito de Ormuz ou patrulhar o mesmo, embora tenham duas operações perto, a Atalanta e a Aspides.
Vamos ver, mas esta é uma guerra de tempo longo, como todas, e só acaba quando o Irão for completamente dizimado ou quando a economia não aguentar mais o sufoco do encerramento do estreito de Ormuz, provocando uma crise superior à de 2008.
Nuno Pereira da Silva
Coronel na Reforma












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