Geral Política

Eurodeputado Hélder Sousa Silva pede mais empenho da Europa no Setor Cultural: “A Cultura deve permanecer visível e elegível em todas as políticas da UE”

O eurodeputado Hélder Sousa Silva afirmou, em Bruxelas, que a Cultura moldará o futuro da Europa, tanto quanto qualquer reforma institucional.

Convidado pela Associação Europeia de Festivais (EFA) a debater o setor cultural, juntamente com o Comissário Europeu para a Cultura, Glenn Micallef, artistas, responsáveis por festivais e cidades, o eurodeputado português defendeu um reforço financeiro do investimento europeu nas artes, afirmando que “se queremos um diálogo genuíno a longo prazo, a Cultura deve permanecer visível e elegível em todas as políticas da UE”.

Hélder Sousa Silva disse acreditar que as artes podem contribuir ativamente para moldar o futuro da Europa, devendo ser usadas de forma mais eficiente. “Numa altura em que a orientação democrática da Europa, o nosso sentido de comunidade e até as nossas responsabilidades partilhadas estão a ser questionados, acredito que a cultura tem um papel muito específico a desempenhar”, afirmou o eurodeputado.

Hélder Sousa Silva, que tem defendido um investimento de 12 mil milhões de euros para a AgoraEU, o programa único proposto pela Comissão Europeia, para o orçamento da UE 2028-2034, que junta a cultura, os meios de comunicação social e a sociedade civil, disse que esta é uma das formas da União Europeia “criar as condições para um diálogo de longo prazo entre artistas, cidades, cidadãos e decisores políticos”.

Num debate diversificado sobre as visões da Cultura, Hélder Sousa Silva defendeu que os eurodeputados devem exigir que a Cultura permaneça visível e elegível em todas as políticas da UE. E explicou que, no programa Horizonte Europa, onde é relator-sombra para o parecer da Comissão CULT, a inovação deve ser entendida num sentido lato, pois as indústrias culturais e criativas trabalham cada vez mais com ferramentas digitais e novas tecnologias: “A inovação não é apenas tecnológica, é também social e cultural e isso deve permanecer claramente visível no próximo Quadro Financeiro Plurianual”. O mesmo se aplica, na opinião do eurodeputado eleito pelo PSD, à Política de Coesão e aos novos Planos de parceria nacionais e regionais, onde é relator do parecer da Comissão CULT. Hélder Sousa Silva exemplificou como os projetos culturais podem revitalizar bairros, apoiar zonas rurais e reforçar iniciativas locais. O desafio
agora é, no seu entender, “garantir que a cultura não seja posta de lado quando as prioridades nacionais são definidas”.

O eurodeputado terminou a sua intervenção, reforçando a ideia de que “se queremos que as artes ajudem a moldar o futuro da Europa, devemos tratá-las como um investimento a longo prazo, e não como algo a que recorremos apenas quando tudo o resto falha”.