“Não há uma Europa forte sem educação, cultura e juventude, no centro do orçamento europeu”. A ideia foi defendida ontem pelo eurodeputado português Hélder Sousa Silva, na Comissão da Cultura e da Educação (CULT) do Parlamento Europeu, sobre o próximo Quadro Financeiro Plurianual.
Na qualidade de relator do parecer da CULT sobre o Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034, Hélder Sousa Silva apresentou uma visão clara das prioridades neste setor: reforçar financeiramente programas estruturantes, como o Erasmus+, que passará a integrar o European Solidarity Corps, e o AgoraEU, que incorporará o Creative Europe e o CERV (Programa Cidadãos, Igualdade, Direitos e Valores). O eurodeputado português alertou que “para que estes programas continuem a cumprir a sua missão, a União Europeia precisa de um orçamento mais estruturado e previsível, capaz de garantir estabilidade aos beneficiários finais”. Segundo Hélder Sousa Silva, “não se trata apenas de financiamento, mas de assegurar continuidade e impacto a longo prazo” de programas tão vitais para a cultura, educação e juventude.
O Erasmus+ é um dos símbolos mais fortes do projeto europeu, considerado a espinha dorsal das políticas europeias de educação e juventude. Combate a falta de competências, reforça a competitividade da União, promove os valores europeus e aprofunda a cooperação transfronteiriça.
O AgoraEU desempenha um papel igualmente central, ao promover a diversidade cultural e linguística, proteger o património cultural europeu, apoiar o setor audiovisual e reforçar o pluralismo dos media em toda a União.
O eurodeputado eleito pelo PSD terminou a sua intervenção na CULT, afirmando que “investir em educação, cultura e juventude é investir na coesão, na resiliência e no futuro da Europa. A educação constrói pensamento crítico, a cultura cria pertença além-fronteiras e o envolvimento dos jovens garante que os nossos valores comuns continuam vivos”.












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