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A intervenção americana na Venezuela, teve como objetivo extrair recursos sem derramar sangue

Foto: Geopost

Penso que todos os presidentes de esquerda do Fórum de São Paulo perceberam e vão agir em conformidade, para não terem o mesmo fim de Maduro, que confundiu retórica com poder, bem como a vice-presidente que, para se manter no poder, também já entregou todos os recursos.

Trump talvez consiga, assim, que a Venezuela não caia no caos, pois prendeu um ditador de quem ninguém gostava, mas não vai mudar mais nada. Ele convive bem com autocracias, desde que sejam “as suas”.

O império americano afirma-se pela pressão e pelo uso do potencial militar cirúrgico. Esta é a linha do novo presidente americano: acessar os recursos estratégicos sem gastar sangue americano, algo que Maduro não percebeu. Lula já percebeu e já fez acordos com a administração Trump para não ter problemas, nomeadamente em terras raras e outros minérios. Leu bem a pauta após a manobra de intimidação à Corte Suprema com o processo Bolsonaro.

Esta geopolítica americana  não mais do que a geopolítica do saque conforme defini em ensaio anterior, em que o território não interessa, mas sim os recursos neles existentes, e desde que o consigam os regimes ditatoriais podem-se manter.

Nuno Pereira da Silva
Coronel na Reforma

Acerca do autor

Nuno Pereira da Silva

Coronel de Infantaria na Reserva

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